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Dia Mundial da Tuberculose


Apesar de ser uma enfermidade antiga, a tuberculose (TB) continua sendo um importante problema de saúde pública. No mundo, a cada ano, cerca de 10 milhões de pessoas adoecem por tuberculose, sendo responsável por mais de um milhão de óbitos anuais.

No Brasil são notificados aproximadamente 70 mil casos novos (cerca de 32 casos por 100.000 habitantes) e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose.

Em Santa Catarina, no ano 2022, foram notificados quase 2.000 casos novos de tuberculose, o que revela uma incidência de 26,7 casos por 100 mil habitantes, segundo o Sistema de informação de Agravos de Notificação (SINAN). O estado atualmente tem uma das menores taxas de óbito do país (0,88 óbitos por 100 mil habitantes) no mesmo ano (DIVE).


É uma doença infectocontagiosa, transmitida por via aérea, que acomete principalmente os pulmões, podendo afetar outros órgãos. Os sintomas mais frequentes: Tosse por 3 semanas ou mais, Febre vespertina, Sudorese noturna e Emagrecimento.


O país assumiu compromisso de eliminar a tuberculose por meio do “Plano Brasil livre da tuberculose”, publicado em 2017. O plano visa alcançar uma redução de 90% do coeficiente de incidência da TB e uma redução de 95% no número de mortes pela doença no país até 2035, quando comparados aos dados de 2015. Significa que é necessário reduzir o coeficiente de incidência para menos de 10 casos por 100 mil habitantes (hoje 32/100.000 habitantes) e reduzir o número de óbitos pela doença para menos de 230 ao ano, até 2035.


No dia mundial de combate à Tuberculose (24/03) lembramos a importância do nosso papel na:

- Avaliação dos contatos de pessoas com tuberculose e acesso a exames para diagnóstico e tratamento da TB latente nos grupos populacionais susceptíveis;

- Identificação precoce da TB doença, com início de tratamento o mais precoce possível evitando disseminação da doença;

- Investigação da possibilidade de doença com resistência, solicitando testes moleculares, que identificam já no início do tratamento a resistência a terapia usual, direcionando para esquemas de tratamentos efetivos.

- E o seguimento adequado dos doentes em tratamento para evitar o abandono, prevenindo assim a perpetuação da contaminação, e evitando o surgimento de resistências.

É muito triste ainda vermos todos os dias, pacientes necessitando de internações, muitas vezes em UTI, com desfechos de óbitos ou sequelas que levarão para o resto de suas vidas, por uma doença com alto índice de cura quando adequadamente diagnosticadas e tratadas.


Texto por: Dr. Camilo Fernandes

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